11 de março de 2012

Rock pode gerar preconceito?

Por: Música na Veia

A Universidade de Minnesota conduziu um estudo, um tanto quanto polêmico, que sugere que ouvir rock comercial pode tornar as pessoas racistas. Bruce Springsteen e White Stripes são dois exemplos do que a pesquisa concluiu que pode fazer a pessoa criar preconceito.

O estudo funcionou assim: alguns pesquisadores informaram a 138 alunos que eles fariam parte de uma pesquisa para direcionar os fundos monetários da faculdade entre diferentes grupos étnicos. A partir daí, os alunos foram divididos entre algumas salas, que tinham diferentes músicas sendo reproduzidas, e depois de uns sete minutos de espera, foram preenchidas as fichas sobre as cotas da faculdade.

E o resultado foi o seguinte: os alunos brancos que ouviram rock’n’roll (estilo Bruce Springsteen e White Stripes) favoreceram outros alunos brancos, enquanto que os estudantes que ouviram música pop (como Akon e Gwen Stefani) dividiram as cotas igualmente. O resultado mais alarmante foi o da sala que ouviu Skrewdriver and Bound For Glory, bandas white-power racistas, e quiseram 40% dos fundos voltados para outros estudantes brancos, enquanto o resto foi dividido em diersas porcentagens entre os grupos étnicos.

Para Heather LaMarre, professora assistente de jornalismo e comunicação social da universidade, “O rock é geralmente associado aos estadunidenses brancos, então acreditamos que ele leve os ouvintes brancos a pensar em sua associação positiva com seus próprios similares” e a professora adjunta Silvia Knoblock-Westerwick adicionou: “A música tem muita força em nossos pensamentos e ações, mais do que nós reconhecemos, por muitas vezes. Ela tem o poder de reforçar nossas influências positivas em relação ao nosso próprio grupo, e por vezes tendências negativas sobre os outros.”

O resultado foi esse, mas talvez seja bom pontuarmos alguns detalhes dessa pesquisa: ela foi feita nos Estados Unidos. A maioria dos estudantes era caucasiana. Pelo que foi divulgado, não fica claro se a música já estava sendo reproduzida nas salas – ou seja, se os alunos escolheram a música que preferiam ouvir. E, um os pontos mais curiosos: sete minutos é o suficiente para fazer uma lavagem cerebral e tornar a pessoa racista?

Certamente, determinados grupos adaptam “trilhas sonoras” para atitudes e conceitos degradantes. Mas dizer que a atitude negativa é causada pela música, acho um pouco de exagero.